De Carro pelo Brasil (Etapa 3 - Expedição Água e Areia)
Expedição de automóvel feita pela família Bonagamba em Julho de 2008, atravessando 14 estados do Brasil, com muito Sol, Água e Areia pelo caminhoSão Bernardo - Belo Horizonte - 614 km - Dia de Estrada
Difícil sair cedo. Mesmo tendo dormido muito pouco e acordado às 5:30 hs, só conseguimos sair pouco antes da 7:00 hs. Passamos rapidamente por São Paulo, parando apenas para um café, já em Minas e, algumas horas depois, num posto Graal muito bom, próximo a Lavras. Além de ter uma lanchonete NYG, que só havia visto no Shopping Tatuapé, com muitos objetos decorativos de New York e dos Giants, há um restaurante por quilo, com uma decoração típica mineira bem interessante, com fachadas de igrejas e construções históricas. Almoçamos ali mesmo. Chegamos em BH por volta das 15 hs, passando rapidamente para confirmar o hotel F1 que havíamos reservado e indo em seguida à casa de nossos tios, Issau e Marilce, onde ficamos até as 20 hs. Dormimos relativamente cedo.
Belo Horizonte - Diamantina - 366,5 km - Cachoeira
Não ouvimos o despertador e acordamos quase 8 hs. Seguimos para Lagoa Santa, por uma rodovia novinha, onde pegamos a estrada para Conceição do Mato Dentro. Passamos pela Serra do Cipó, onde a proliferação de pousadas nos surpreendeu. Em 2004 não havia quase nada e hoje parece a região de Penedo (RJ). Atravessando a serra, o tempo começou a piorar. Neblina e frio. Almoçamos em Conceição e fomos rumo a Tabuleiro.
Cachoeira do Tabuleiro
Um passeio de 2 a 3 horas, partindo de Conceição e voltando para lá. Este tempo depende se for até um ponto onde se vê a cachoeira de longe, ou se optar por chegar até sua base. Ficamos com a opção mais fácil, visto que o volume d`agua era bem inexpressivo. Estrada de terra ruim, tanto no caminho para Tabuleiro, quanto o restante até Serro. No caminho para Serro, na Estrada Real, sol de frente em meio a árvores prejudicam bastante a visão. Paramos em Serro para algumas fotos e, já anoitecendo, abastecemos e fomos a Diamantina, onde tiramos apenas algumas fotos a noite (Domingo, tudo fechado e com pouco movimento). Comemos uns lanches na lanchonete do posto ao lado do hotel que ficamos (Hotel Estilo de Minas, o mesmo que ficamos em 2004).
Diamantina - Vitória da Conquista - 598,2 km - Estrada de terra
Noite fria. Pela manhã passamos pelo centro de Diamantina, principalmente no Instituto Casa da Glória, onde há uma interessante passarela que interliga as duas antigas casas. Passamos também em frente à antiga residência de Juscelino Kubitschek.
Diamantina
A estrada para o norte é muito boa, além de passar por bonitas paisagens, em locais com as formações parecidas com as das Chapadas, principalmente a mais próxima, a de Diamantina. A surpresa foi encontrar 100 km de terra, uma vez que utilizamos o google maps para mostrar o melhor caminho. Provavelmente tenha escolhido o mais curto, o que atrasou a viagem. Paramos para almoçar em Araçuai, às 14 hs. Chegamos a Vitória da Conquista às 19 hs, onde paramos em um posto para lanchar e dormir no hotel da rede Flecha (R$ 70).
Vitória da Conquista - Lençois - 441,8 km – Chuva
Entramos na rodoviária de Vitória da Conquista para sacar no caixa 24 hs e pegamos o anel viário para seguir em direção à Chapada. A falta de sinalização é um problema sério em toda a Bahia. Passamos a entrada, tendo que voltar uns 5 km. As estradas até que estavam bem conservadas, mas a passagem por dentro de pequenas cidades fez com que perdêssemos muito tempo. O tempo fechou nas serras e, ao parar para almoçar, perguntamos se faltava muito para Ibicoara, onde fica a cachoeira do Buracão. Já tínhamos passado 16km da entrada. Resolvemos, devido à chuva, desistir. Fomos rumo ao norte, passando por Palmeiras (66 km de terra), até pegar a BR para Irecê, para gruta de Torrinha. Eu já havia ido em 2002. Como a gruta é seca, convenci a Inês e o Érik a irem também. Escolhemos o passeio 3, de 90 minutos (em 2002 fui na opção 2). Só eu gostei. Há pelo menos duas formações que só existem ali. Uma delas é uma pequena estalactite que começou a crescer para o lado e curvando-se para cima, formou uma esfera cheia de "espinhos".
Gruta da Torrinha
Em Lençois, após forte chuva na estrada, ficamos na pousada Aguiar (vizinha à famosa pizza na pedra). Bem limpinha, foi a opção mais em conta das que pesquisamos (R$ 90). A pousada de Lençois, que havíamos ficado em 2002, com desconto, agora chegava a R$ 170. Jantamos pizza.
Lençois - Salvador - 505,5 km - Paisagens
Novamente sob tempo ruim, e um pouco de chuva na estrada, fomos ao Morro do Pai Inácio, uma das mais belas vistas da Chapada.
Morro do Pai Inácio
Apesar das nuvens, a vista estava bonita. Não tinha guia e fomos sozinhos. Tranquilo. Embora os 60 km iniciais estejam bem recapeados, o restante da estrada até Salvador tem muitos buracos. Trânsito ruim no anel viário de Feira de Santana. Chegamos a Salvador à noite, e fomos ao Bahia Flat (dica do viajar barato da 4 rodas), apartamento por R$ 110, localizado a 200 metros do Farol da Barra. Tentamos chegar ao Pelourinho, mas deu um pouco de medo, além da chuva que começou novamente. Fomos então jantar no Shopping da Barra.
Interessante - combustível aditivado na Bahia tem o preço quase igual ou mesmo igual ao comum.
Salvador - 138,5 km - Visita a amigos – Cidade grande
Passamos no farol da Barra, tiramos fotos e pegamos um táxi, já fechando o preço em R$ 12 até o Mercado Modelo. Subimos o Elevador Lacerda e fomos dar uma volta no Pelourinho. Comemos salgados e sorvetes em uma sorveteria (Cubana), fundada em 1930, por sinal, muito boa. Como chovia e tinhamos muitas compras para carregar, deixei a Inês e o Érik no Mercado Modelo e fui, de ônibus, buscar o carro. Seguimos em direção ao litoral norte, visitando Jardim de Alah, Farol de Itapuã e Lagoa de Abaeté.
Farol de Itapuã
Voltamos ao hotel para um banho e fomos jantar na casa de nossos amigos Paula, Laerte e seus filhos Arthur e Lucas, em Lauro de Freitas. Voltamos depois da 1 da manhã.
Salvador - Aracaju - 419,3 km - Praia e estradas
Acordamos novamente com chuva. Passamos primeiramente por uma loja de conveniência para o café da manhã e pelo banco para sacar um pouco de dinheiro. Passamos por Monte Gordo, onde ficamos mais de uma hora procurando o projeto Acauã, de nossos amigos Manoel e Ana. Encontramos o local, mas eles não estavam por ali. Deixamos um bilhete de saudação. Tiramos algumas fotos na Praia do Forte. Tentamos entrar na Costa do Sauípe, mas não é permitida a entrada de não hóspedes (há um tipo de day use, mas não estava funcionando). A Inês dirigiu por umas duas horas e, ao anoitecer (17:30 hs), voltei ao volante até Aracaju, onde primeiramente paramos em um Shopping e depois fomos procurar hotel (Solemio por R$ 130).
Aracaju - Maceió - 323,5 km – Estrada e chuva
Só chuva. Vimos a bonita praia de Atalaia, uma larga avenida com diversas atrações, como restaurantes, quadras, oceanário, lagos, estacionamentos e bares. Um lugar muito bonito, um dos melhores até agora. Infelizmente chovia. Após a Inês ir à feira de artesanato, fomos ao outro shopping para almoçar. Estrada com chuva até Maceió. Basicamente as estradas estaduais estão boas e as BRs, esBuRacadas. Ficamos no Hotel Solara, por R$ 120 e fomos comer no rodízio de Pizzas.
Maceió - 23 km - Visita a amigos
Combinamos com a Angélica, amiga da Inês, passear juntos pela manhã. Saímos com destino a Gunga por volta das 11 hs.
Praia do Gunga
Fomos inicialmente ao mirante e depois entramos pela portaria da polêmica fazenda (o acesso é privativo e costuma causar polêmicas). Não houve qualquer problema. Almoçamos em um restaurante na beira da lagoa de Mundaú. Peixes e camarão, com suco de Graviola. Uma delícia. Só não conseguimos pagar. Não sei como a Angélica fez, mas já estava pago. Passamos a tarde/noite na casa da Angélica e Álvaro, casal muito divertido. Trocamos de hotel. O Solara era bem ruim. Ficamos no Ritz, bem melhor (por R$ 130).
Maceió - Maragogi - 134,5 km - Sol e mergulho
Finalmente sol. A idéia original era ir de Jangada às piscinas naturais de Pajuçara. Mas o Érik preferiu as de Maragogi. Fotografamos Pajuçara agora com sol e saímos rapidamente para Maragogi.
Praia de Pajuçara em Maceió
Chegamos às 11 hs, horário de saída dos barcos aos recifes (horário que varia conforme a maré - melhor sair 2 hs antes da baixa). Com preços tabelados, não tivemos muita escolha. Apenas o Érik e eu fomos ao passeio por R$ 30 cada. A Inês preferiu ir às compras. Enquanto eu ficava flutuando o Érik iria fazer diving, por mais R$ 60, mas começou a chover e ele desistiu. Ao voltar, almoçamos peixe e fomos à pousada Água del Fuego, a mesma que ficamos em 2002. Pagamos R$ 80. Agora aguardamos a volta da energia elétrica.
Maragogi - João Pessoa - 309 km - Cidade grande
Há uma boa opção de restaurante 10 km ao norte da cidade, bem como um bom hotel seguindo mais 3 km. Entramos em Pernambuco e paramos, a pedido do Érik, para tirar fotos de Porto de Galinhas. Depois passamos na praia de Boa Viagem, no Recife. Almoçamos comida regional no Shopping Recife. Chegamos a João Pessoa às 19 hs, sob forte chuva. Ficamos no excelente Hotel Solar Filipéia, novo, espaçoso, confortável, com tv a cabo e wi-fi, por R$ 120. Como fica bem próximo à praia de Tambaú, a Inês foi à feira de artesanatos e o Érik, comer no McDonald`s.
João Pessoa - Natal - 287,2 km - Feira de Artesanato
Feira de artesanatos pela manhã e dúvidas sobre o que fazer. Já era quase meio-dia e ninguém estava com fome. Mas as opções em João Pessoa eram boas e na estrada não sabíamos o que iríamos encontrar. O problema foi resolvido após eu errar e pegar a BR230 (que, lá pelo Pará torna-se a transamazônica) para o lado de Cabedelo. É um porto e não há opção de balsa para o lado norte. Voltamos para João Pessoa e almoçamos peixe. Em seguida pegamos a rodovia BR101 para Natal, que está em processo de duplicação (desde Recife). Devido às obras, creio eu, faltam indicações, uma delas a entrada para Tibaú do Sul. O pior é pegar um desvio com tráfego parado na ida e na volta, para corrigir o erro. Chegamos a Tibaú e o sol já estava quase se pondo.
Tibaú do Sul
Tempo suficiente para umas fotos. Pegamos a balsa para o norte (caminho mais curto que evita a BR101), e, junto com um guia (R$ 10 da balsa e R$ 15 do guia), enfrentamos um trecho com cerca de 4 km de areia (com direito a uma encalhada). Já em Natal não foi muito fácil encontrar hotel (ou lotado, ou ruim ou caro). Ficamos no "O Tempo e o Vento" por R$ 100 a diária (pagando com cheque). Parece bom e a piscina é bem bonita. Comemos pizza no Shopping.
Natal - Litoral norte - Natal - 168,6 km - Dunas e Praias
Após chover forte pela madrugada e um pouco na estrada, chegamos com belo sol em Genipabu. Diversos guias e bugueiros quase se jogam na frente do carro pelo caminho. No fim da rua, já junto às dunas, estacionamos por R$ 2 e o guia Carlinhos nos informou o preço dos passeios. R$ 110 pelo buggy nas dunas fixas e móveis (estas últimas dentro do parque estadual), com R$ 5 por pessoa para entrada no parque e R$ 50 para ele ser nosso guia nas praias do norte. O buggy foi "com emoção", um passeio realmente show. Diversas paisagens muito lindas e subidas e descidas bem radicais. Depois fomos ao norte. Não são apenas os R$ 50. Tem também 2 balsas de R$ 10 cada, o almoço (bem caro, um prato de peixe para 2 que serve bem 3, por R$ 55, mais bebidas e 10%, lá foi a conta para casa dos R$ 68 - a outra opção é o buffet por R$ 27 por pessoa), mais o rapaz que lava o carro - R$ 5. Quanto ao passeio, é bem interessante. O carro passa por muita areia, riachos e água do mar. Passamos por Barra do Rio, Lagoa de Jacumã, Maxaranguape, Cabo de São Roque (ponto mais próximo da África), dunas douradas e Lagoa de Pitangui. Tem uma cachoeira no roteiro, que é o local menos interessante, não chega a um metro de desnível. O Érik fez Sky-bunda e aero-bunda no Jacumã. Voltamos e deixei a Inês na feira de artesanato enquanto fui ao aeroporto checar a distância e preço do estacionamento (a primeira diária é de R$ 25 e as demais, R$ 10). Arrumamos a bagagem para o vôo para Noronha.
Maxaranguape
Natal - Noronha - 15 km - Vôo
De malas prontas, fomos pela manhã ao aeroporto. Embarcamos no vôo compartilhado entre TAM e TRIP (compramos a passagem pela TAM, mas o vôo é da TRIP). Na chegada o comandante deu uma volta pela ilha para podermos visualizar melhor. Muito lindo.
Fernando de Noronha
O Maximiliano, da Pousada Algas Marinhas estava nos aguardando para o traslado, com sua Dobló. Pousada legal (R$ 1320 por 4 dias), um pouco acima da média das pousadas genéricas (as quais compra-se sem saber exatamente para qual será destinado). Almoçamos no Flamboyant (R$ 26,90 / kg), um almoço bom e não tão caro quanto imaginávamos. Fomos a pé às praias do Cachorro e do meio, mas pegamos parte da chuva que insiste em nos seguir. Acertamos o mergulho (R$ 499 para 2 mergulhos para o Érik e para mim) na Atlantis. Jantamos no Flamboyant.
Noronha - 0 km - Mergulho autônomo
Choveu durante a madrugada e ainda chovia bem, com bastante vento ao acordarmos. O café começa às 7 hs e o pessoal da operadora de mergulho começa a passar na Pousada por volta das 7:15 hs, mas sem esquema certo. Passaram antes das 7:30 hs. O barco é bem estruturado. Foi definido que iríamos para Cordilheira e Ilha do Meio. Eu estava passando mal, por conta de sair da rotina matinal, e, principalmente pelo balançar do barco enquanto ajustávamos os equipamentos. Desci mareado e com azia. Tive muita dificuldade de equilíbrio e meu ar acabou bem cedo. O Érik aproveitou melhor e ficou bem mais tempo, o que permitiu que ele visse arraia, tartarugas, etc. Eu consegui ver peixes realmente fascinantes. Um deles, grande, redondo, com as bordas num brilhante azul. Muito bonito. Desisti do segundo mergulho e tomei um Dramin. Dormi um pouco enquanto o Érik e os demais mergulhavam. O Érik fez muito esforço contra a correnteza e também não passou bem. Tomou Dramin e dormiu a tarde inteira enquanto eu e a Inês (que ficara na praia do Meio pela manhã) fomos de ônibus, logo após o almoço, ao Sueste, bonita praia com um mangue ao seu lado. Tiramos fotos e pegamos o ônibus novamente rumo ao porto. Vimos a praia Buraco da Raquel e pedaço da Air France. O tempo nublado nada ajudou para fotos hoje. Jantamos e fomos ao Projeto Tamar assistir uma palestra sobre raias.Noronha - 0 km - Ilhatour
Começamos o Ilhatour, de buggy, com o guia, motorista e mergulhador Wellington, após as 8 hs. Fomos inicialmente a Air France, Porto e Caieiras, local que eu e a Inês havíamos visitado ontem. Em seguida fomos aos mirantes de Sancho e Porcos.
Baia do Sancho
O tempo permitiu fotos, mas quando fomos descer para o Sancho, caiu a maior chuva. Esperamos diminuir e pegamos a fila para descer os 17 + 11 degraus em escadas de ferro no meio das rochas. Fizemos snorkeling e, mesmo com chuva, é impressionante a quantidade de peixes e raias. Em seguida fomos almoçar e conhecer a linda praia da Cacimba do Padre, caminho para chegar a Baia dos Porcos, onde também choveu forte.
Baia dos Porcos
Também mergulhamos em Porcos, vendo tartaruga, lagosta, raias e diversos peixes. Em seguida, Praia do Leão, local de desova das tartarugas e Praia Sueste, onde mergulhamos para ver tartarugas. Vimos apenas 3 e as condições de visibilidade eram ruins. Fomos para Boldro e Conceição antes de encerrar o Ihatour. Custou R$ 180 para os 3 e valeu bem a pena. Recomendo os serviços do Wellington, muito flexível para nos mostrar o melhor da ilha. Somente o Érik teve vontade de ir jantar.
Noronha - uns 20 km de buggy - Passeio de barco
Embora estivesse chovendo às 7 hs, levantamos e ligamos para o escritório da Na Onda, que opera barcos de turismo. Combinamos por R$ 65 por pessoa o passeio pelo Mar de Dentro. Uma Van com ar condicionado nos levou ao porto. O tempo melhorou e ficou bom o dia inteiro, graças a Deus. Fizemos o passeio que durou cerca de 3 horas, com parada para snorkel em Sancho. Ao sair de Sancho tivemos o acompanhamento de golfinhos. Muito legal.
Golfinhos
Finalizado o passeio, ficamos na Vila do Trinta para tentar alugar um buggy. Procuramos em 3 lugares. Fomos encontrar no último um bonito e (aparentemente) bem conservado buggy amarelo. R$ 100 por 24 horas, mais o combustível que colocamos, 10 litros a R$ 3,75 o litro. Almoçamos e fomos a praia do Leão e, depois de dois apagões no veículo, ligamos para o Mauricio, que nos alugou. Perdemos cerca de uma hora, tempo que demorou a chegar os dois mecânicos. Fios elétricos foram trocados (muito oxidados) e foi ajustada a embreagem. Fomos depois à praia dos Porcos, onde fizemos mais snorkel, com raias e tartarugas. No final do dia fomos ao porto tentar ver tubarões que se concentram em frente a um tipo de mercado de pescados (associação dos pescadores), mas eles não aparecem em maré baixa. A Inês e eu jantamos e fomos à palestra de golfinhos do IBAMA.
Noronha - Natal - uns 25 km de buggy e 29,7 km - Vôo
Enquanto o Érik continuava dormindo, a Inês e eu fomos aos mirantes do Sancho e Porcos, agora com um pouco mais de sol. Pegamos o Érik na pousada e fomos a enseada dos tubarões e ao museu dos tubarões onde comemos bolinhos de tubalhau. Fomos então ao porto, mergulhar no navio naufragado.
Naufrágio no Porto
Maior do que eu imaginava, é um naufrágio bem interessante. Ainda fomos a Praia da Conceição, onde também mergulhamos.
Praia da Conceição e Morro do Pico
Almoçamos, arrumamos tudo, devolvemos o buggy e fomos ao aeroporto. O vôo atrasou uns 40 minutos. Em Natal, fomos garantir o hotel que havíamos reservado e procurar um lugar para carregar a bateria da câmera do Érik (cujo carregador foi esquecido em casa). Não conseguimos e jantamos no Shopping Natal (o maior da cidade - jantei no excelente fast food chamado Bonaparte camarões com feijão fradinho - prá lá de bom).
Natal - Sousa - 440,6 km - Estrada
Até as 10 hs sofri para tentar corrigir o problema com o rack e o Thule. Ocorre que desde o segundo dia o rack começou a ir para frente (principalmente nas estradas de terra, em algumas freadas antes de buracos e lombadas). Chegou num ponto de risco. Esvaziei e retirei o Thule, mas tive problemas para apertar os parafusos já com as travessas na posição certa. As porcas não tinham espaço para serem presas. Uma chave allen foi usada para travá-las. Finalizado o serviço, passamos pelo morro do Careca para algumas fotos e seguimos para Sousa, na Paraíba, onde ficamos no muito bom Hotel Jardim Plaza por R$ 115. O sertão está bem verde. Com as chuvas, as vegetações estão florindo e os açudes estão transbordando.
Interior do Rio Grande do Norte
Sousa - Fortaleza - 555,5 km - Dinos
Acordamos cedo e fomos ao Vale dos Dinossauros, local que abriga mais da metade das pegadas de dinossauros do mundo. São também as mais bem preservadas (pela natureza, não pelo poder público, que não cuida do local) que existem. Impressionante a sequência de pegadas dos velociraptors e do Iguanodonte.
Pegadas de Dinossauros
O problema é que, embora as pessoas que cuidam sejam determinadas e trabalhadoras, o parque está abandonado pelo poder público. Não há cobrança de entrada, apenas contribuímos com o guia. Falta dinheiro para arrumar o canal de desvio do rio, que tem transbordado e provoca danos às pegadas. Milhões de anos de história podem ser perdidos em poucos anos. Estrada até Fortaleza, parando para almoçar em Jaguaribe. Ficamos no Hotel Praia 2000, na Praia do Futuro, por R$ 100. Jantamos no Shopping Iguatemi, onde o Érik finalmente achou uma loja onde carregaram a bateria de sua câmera. Incrível que nestes dois dias, em quase 1000 km de estradas, com trechos de pista dupla e mesmo trechos bons de pistas simples, o limite foi sempre de 80 km/h, mas no pior trecho, com buracos que nos faziam andar abaixo de 20 km/h, o limite era de 100 km/h. Vai entender.
Fortaleza - 151,8 km – Família dividida
Embora tenham nos avisado que não iria chover hoje, deixei o Érik sob forte chuva no Beach Park. Foi rápida, logo parou. Enquanto ele ficava em sua diversão aquática (R$ 72 - o valor era R$ 90, mas com carteirinha de estudante há 20% de desconto), eu e a Inês fomos ao Centro Cultural Dragão do Mar.
Centro Cultural Dragão do Mar
É um lugar muito bonito, com teatros, cinemas, planetário, livraria e outros espaços culturais a céu aberto, além de restaurantes e sorveteria, em uma área recuperada. Estava quase vazio (o movimento maior é ao anoitecer). Fomos ao Mercado Central, a menos de 500 metros. Quatro andares de artesanato (e lojas de doces, principalmente derivados de cajú). Ao final da tarde, fomos buscar o Érik, quando chovia forte. Ele ficou no Hotel enquanto fomos novamente ao Dragão do Mar para fotos noturnas e assistir uma apresentação sobre Marte no bem cuidado planetário. Voltamos para pegar o Érik e jantar em uma das famosas barracas da Praia do Futuro, mas ele estava cansado pois acabara de voltar de uma lan-house e não estava com fome. As barracas, com exceção de duas, estavam fechadas, embora fosse sexta-feira. Uma estava aberta para um casamento e a outra para uma festa reservada. Fomos em direção ao centro e comemos em uma lanchonete.
Fortaleza - Jericoacoara - 368,7 km – Muita areia
Depois de atravessar a cidade, pegamos a Estrada do Sol Poente. Chegamos a Jijoca a 1 hora da tarde. Almoçamos e contratamos um guia para nos levar à Jericoacoara por R$ 30, o Antonio, que também, vendendo seus serviços, nos informou que a melhor opção para o dia seguinte para ir até Parnaíba, seria pelas praias. Em seguida passamos pela lagoa do Paraíso, com suas águas azuis.
Lagoa do Paraíso
Depois pegamos a estrada que passa pelo Mangue Seco, chegando a oeste de Jeri. Mais 5 km de areia e chegamos à cidade. Ficamos numa pousada por R$ 80, a pousada Ponta Mar Jeri, Demos uma volta na praia e pegamos a trilha (de areia) até o "estacionamento" à Pedra Furada (o único mês que é possível ver o pôr do sol por entre o arco é Julho). Fomos sem guia, o caminho é tranquilo. Caminhamos até a pedra e aguardamos o pôr do sol. Tivemos dificuldade para fotografar devido ao grande número de pessoas em nossa frente.
Pedra Furada
Voltamos ao Hotel e estou fazendo o diário no escuro, pois a sobrecarga (todos tomando banho no mesmo horário) gerou um blackout.
Jericoacoara - Parnaíba - 194,3 km - Mais areia
Às 9:00 hs começamos nosso passeio, acompanhados pelo nosso guia Antonio, seguindo sempre via praia, passando por Muriú, um braço de rio. Fizemos um passeio de barco para ver os cavalos-marinhos, a R$ 10 por pessoa. É possível vê-los tanto na água quanto capturados em uma cumbuca, sendo devolvidos ao rio em seguida. Passamos pela velha Tatajuba, soterrada pelas dunas e pela nova Tatajuba. Depois subimos (de carro) a duna do Funil. Linda duna com uma descida enorme caindo em uma lagoa. O Érik fez esquibunda. A subida é muito difícil (eu desci sem o esquibunda e subi - muito cansativo).
Duna do Funil
Depois passamos pela lagoa da Torta e atravessamos a balsa até Camocim, onde almoçamos (mais de uma hora de espera e prato chegando errado). Asfalto até Parnaíba, onde ficamos num hotel no Centro, o hotel Delta. R$ 108. Só há vaga para hoje e amanhã faremos o passeio de barco (R$ 45 por pessoa com almoço incluso) e creio que seguiremos adiante, até Barreirinhas. Pela noite, depois das 22 hs, fomos à feira de pequenas empresas, onde havia muito artesanato, músicas e comidas. Interessante o local, ruínas do antigo porto, construídas ainda pelos portugueses, há mais de 3 séculos.
Parnaíba - Barreirinhas - 218,5 km – O Delta das Américas
Saímos do Hotel às 8:00 hs e, em 1 minuto estávamos na frente da agência para fazer o passeio de barco. Aguardamos quase meia hora e fomos ao Porto de Tatu, no meio de uma ilha no Delta do Parnaíba. O passeio passa pela praia de Poldros, onde ficamos 1 hora e 45 minutos, pelo meio do mangue e pela duna do Morro Branco, onde também ficamos 1:45 hs. Há também a opção de lancha. No nosso modo de ver a lancha é muito rápida e o barco muito lento (com paradas também lentas). A paisagem é bonita, mas depois do passeio de ontem, não é tão impressionante quanto imaginávamos. E também temos um problema aqui - se o rio continuar sendo assoreado, cada vez mais será difícil realizar o passeio e, pior, a vida no mangue tende a desaparecer. Terminado o passeio, voltamos para pagar o hotel (as máquinas de cartão não funcionavam pela manhã) e pegamos a estrada por volta das 16 hs. Entramos no Maranhão e as estradas pioraram muito. Chegamos a Tutoia onde erramos o caminho (não havia placas). Voltamos e pegamos a estrada de areia para Paulino Neves, já no escuro. Caminho ruim. Conseguimos chegar a Paulino Neves às 19 hs. Havia opção de apenas uma pousada e resolvemos contratar um guia (por indicação na estrada chegamos ao Restaurante do Ivaldo para contratar o Cacá - e contratamos o Tostão, que estava disponível, por R$ 50). O Tostão ajudou a definir o caminho do Rallie dos Sertões neste trecho. Realmente seria bem difícil, mesmo de dia, pois o caminho é cheio de variações e cruza dunas dos pequenos Lençois, passando por locais de difícil controle. Atolamos apenas uma vez, ao cruzar outro veículo e ter que sair da trilha. Chegamos pouco antes das 21 hs, moídos, a Barreirinhas. Obviamente o Tostão nos levou às pousadas que ele tinha um esquema de ficar abrigado até o dia seguinte. Ficamos na Pousada Belo Horizonte, por R$ 108. Não é das melhores, mas como há uma grande festa na cidade, são bem poucas as opções. Jantamos pizza.Barreirinhas - 2,3 km - Dunas
Logo cedo fomos atrás dos passeios. O passeio básico para os Lençois Maranhenses já estava lotado pela manhã, só tendo saídas às 14 hs. Fomos então atrás do sobrevôo. Fizemos a pré-reserva para o dia seguinte, pois não havia vagas para hoje. A confirmação virá apenas quando conseguirem uma pessoa a mais para o mesmo vôo. Sairá R$ 150 por pessoa (vamos com nosso carro ao aeroporto), sendo que o valor de tabela é de R$ 160, com traslado. Almoçamos por quilo e fomos ao passeio aos Lençois. A estrada, logo após a balsa no Rio Preguiças, está pior do que a de Paulino Neves. Os carros são na quase totalidade Toyota Bandeirante com três fileiras na caçamba. Após muitos buracos e poças d`agua, chegamos às dunas, uma paisagem deslumbrante.
Lençóis Maranhenses
Em 2002 fomos no verão (seca) e haviam apenas 2 lagoas, com pouca água. Hoje estava fantástico e, segue uma dica, muito melhor ir à tarde. Pudemos aguardar o pôr-do-sol sem sofrer com o forte calor do meio-dia. O nosso guia também ajudou muito. O Uanderson, da Barratur (fica na praça principal), não se limitou às lagoas mais próximas, como alguns guias fazem. Resultado - pudemos ver dunas e lagoas com pouca gente. Entramos em algumas. Água morna. Muito bom.
Pôr-do-sol nos Lençois
Após o final deslumbrante do pôr-do-sol, voltamos já no escuro. O Bandeirante atolou numa poça e foi necessário aguardar o próximo para ser puxado com corda. O jipinho já estava com água no farol e continuou com motor ligado. Até tentamos empurrar, mas não conseguimos. Foi necessário aguardar socorro dos últimos Toyotas que voltavam dos Lençóis.
Toyota Bandeirante
Na volta à pousada percebi que havia perdido a pochete. Graças a Deus estava no restaurante onde almoçamos. Ligaram, já quase 21 hs, confirmando o sobrevôo para 15:40 hs. Fui rapidamente ver o que ocorreu, afinal neste horário já deveremos ter chegado a São Luis. Os primeiros vôos estavam cancelados em função do avião ter que ir para São Luis. Acabamos entrando em acordo e faremos o primeiro vôo do dia, às 10:20 hs. O Érik e eu fomos à pizzaria (outra) onde comemos uma boa pizza de mussarela.
Barreirinhas poderia ser uma cidade mais bem cuidada. Ruim para trânsito de pedestres e carros, é bem desorganizada. Vimos cidades do interior do Rio Grande do Norte, com apenas uma atração - um enorme monte, considerada a pedra mais antiga da América do sul - e muito bem conservada. O dinheiro do turismo que entra na cidade deveria ser aplicado em melhor infraestrutura.Barreirinhas - São Luís - 305,0 km - Vôo
Como o sobrevôo ocorreria mais tarde, a Inês acordou cedo e foi dar uma volta, passando pela feira de artesanatos e uma feira de moda (fabricantes de roupas). Depois fomos ao aeroporto, bem próximo da cidade, onde aguardamos a chegada do avião, proveniente de São Luís. Chegou com um pequeno atraso. Sobrevoamos a região dos pequenos Lençois e parte dos grandes Lençois, mais foz do rio Preguiças, Caburé, Mandacarú, Vassouras e o farol. Interessante mas muito rápido e difícil de fotografar, devido ao vidro e aos solavancos.
Sobrevôo nos Lençois
Saindo do aeroporto fomos direto abastecer, encher os pneus (que haviam sido esvaziados para 20 libras) e pegar a estrada para São Luís. Estrada boa, ao menos em 2/3 do trajeto, com pouco movimento e pista bem conservada. No final piora tanto o tráfego quanto a conservação. Os hotéis e pousadas da praia de Calhau estavam lotados. No meio da procura, vimos o aluguel de quadricíclo, o qual o Érik queria desde a Praia do Forte. A cada praia o valor aumentava (R$ 150 no Forte, R$ 200 a R$ 250 em Jeri e R$ 350 - para o dia inteiro - em Barreirinhas). Aqui o valor era de R$ 100 por duas horas. Deixamos o Érik no local e fomos procurar hospedagem. Achamos o Hotel Casa de Praia em Olho d`agua. R$ 120 com TV a cabo e internet (como havia caído um poste, ficamos sem ambos). Conhecemos a Cida, de Sorocaba, que está realizando um trabalho para a Unesco, na implantação de hospitais modelo para cidades carentes do sertão. Ela veio pelo Tocantins e sugeriu que mudássemos o roteiro, seguindo por uma BR menos movimentada e em melhor condições do que a BR que vai para Imperatriz. Prontamente conversou com o Olavo, seu marido, que voltou para Sorocaba, para que ele enviasse o roteiro, que recebi rapidamente. Valeu Cida e Olavo.
São Luís - Presidente Dutra - 371,7 km - Estrada
A idéia era acordar cedo e escapar, de dia, do trecho mais perigoso da estrada. Não ouvimos o despertador e acordamos depois das 8 hs, quando tocou o celular. Passamos pelo centro histórico de São Luís, que não está tão bem cuidado quanto em 2002, mas valeu pelas fotos e pelo mercado de artesanato.
Artesanato em São Luis
Como as estradas estão relativamente esburacadas*, somente conseguimos chegar a Presidente Dutra, onde escolhemos o melhor hotel (Brasil Palace) e ficamos no melhor quarto (de R$ 150 por R$ 100). Muito calor e pernilongos. Fizemos uma arrumação na bagagem e utilizamos a rede wi-fi.
* Nossa carga de impostos é tão alta e temos estradas piores que a média da Bolívia, Peru, Chile, Argentina e Uruguai (dos países que conhecemos na América do Sul). Se isto fosse compensado em outras áreas, tudo bem. Mas os portos, aeroportos, saúde e educação também são precários.
Presidente Dutra - Araguaína - 637,5 km - Mais estrada
Passamos por uma área indígena, numa extensão de 22,5 km. A estrada estava mal conservada em alguns lugares. Almoçamos em Estreito e seguimos até Araguaína via Carolina (caminho mais longo) para ver a Chapada das Mesas. A estrada passa pelo meio da chapada, que é bonita. Por opção nossa, não vimos as atrações da Chapada, como cachoeiras, uma vez que o acesso difícil demandaria muito tempo.
Chapada das Mesas
Foi difícil encontrar um hotel em Araguaína. Demoramos e ficamos numa pousada nova na Belém - Brasília, a Pousada Cristo Redentor, por R$ 80. O senhor que cuida da Pousada foi muito atencioso e simpático. Jantamos pizza.
Araguaína - Palmas - 419,7 km – Preparativos para o deserto
Saímos cedo e chegamos a Palmas na hora do almoço. Fomos ao shopping almoçar e tentar obter informações sobre o Jalapão. Não havia nada de turismo e perguntamos em uma loja de fotografia. Havia um cliente que conhecia o Jalapão e disse que era fácil, não havendo necessidade de guia no trajeto todo. Hoteis caros. Ficamos no Italian Palace por R$ 110. Bem confortável, há 7 km ao sul do centro. À noite deixei a Inês e o Érik no Shopping para jantar e fui tirar fotos do Palácio do Governo. Dentro do palácio há o marco do centro geodésico do Brasil e a presença de apenas um policial para a guarda da entrada principal mostra que o local é seguro.
Palácio Araguaia (Palmas)
Palmas - Mateiros - 352,5 km – Muita poeira
Saímos cedo, às 7:30 hs. Completamos o combustível em Aparecida do Rio Negro. Estrada boa até chegar a Novo Acordão. Daí para frente, entrando no Jalapão, só estrada de terra e areia. Paramos no fervedouro de São Félix (onde também preparamos e comemos lanches). As condições da estrada apenas permitiram que chegássemos a Mateiros às 17:20 hs. Ficamos na Pousada Vereda Tropical por R$ 100 (o valor seria de R$ 120). A Inês deu uma saída para comprar artesananto de capim dourado, enquanto assistimos ao jogo do Grêmio e Palmeiras. Além de TV (um canal sintonizado na central é assistido em todas as TVs), a Pousada também conta com ar condicionado (não consta no guia Viajar Barato, pois a pousada é nova). Foram mais de 200 km de terra e areia.
Jalapão
Mateiros - Porto Nacional - 428,5 km (280 em estradas de chão) - Paisagens
Saímos cedo, novamente às 7:30 hs. Frio, bem frio, ao menos até aparecer o sol, quando aquece rapidamente. Atendendo as indicações, voltamos, na estrada para São Félix, 25 km até o Fervedouro de Mateiros. Entramos na estrada, andamos uns 400 metros e chegamos ao fervedouro. Muito parecido com o de São Félix, apenas com mais borbulhos d`agua. Não entramos na água, uma vez que estava ainda frio. O valor da entrada é de R$ 5 por pessoa, mas acabamos não pagando por chegar cedo e não entrar na água. Passamos por Mateiros para abastecer e pegamos a estrada para Ponte Alta. Entramos na estrada de areia (difícil, somente 4x4) com 5 km para as dunas. São dunas avermelhadas, com um pequeno riacho na sua parte inferior. Lugar muito bonito, com a Serra Jalapinha ao lado (uma meseta).
Dunas avermelhadas
Seguimos em direção à cachoeira da Velha, um desvio de 29 km, de extrema beleza, com grande volume d`agua (juntamente com as dunas avermelhadas, os melhores passeios do Jalapão). Infra-estrutura muito boa, contando com uma passarela do estacionamento até a cachoeira e, no meio, alguns belvederes cobertos para descanso.
Cachoeira da Velha
O desvio para a cachoeira é ruim, bem travado, com areia, costelas de vaca e buracos, além de pedras soltas. A estrada principal, de Mateiros a Ponte Alta, salvo alguns trechos, é bem melhor que a de Mateiros a Novo Acordão. Em ambas, o tráfego é muito pequeno. Nos 29 km de ida e 29 km de volta para cachoeira da velha, cruzamos com apenas um veículo na ida e um na volta. Sugiro a quem for, seguir de Ponte Alta e voltar por Ponte Alta. As melhores atrações concentram-se neste trecho e até 25 km depois de Mateiros (Fervedouro de Mateiros). Melhor ir em 4x4. Puxamos um Escort (na sua segunda atolada) - e estamos em estação seca. Em Porto Nacional, ficamos no Hotel Aliança (não foi dos melhores da viagem) por R$ 80.
Porto Nacional - Brasília - 820,8 km - Muita estrada
Em dúvida se seguir pelo interior do Tocantins (entrando próximo à Chapada dos Veadeiros em Goiás), ou atravessar o rio Tocantins e seguir pela Belém – Brasília, optamos seguindo a maioria dos palpites, pelo interior do Tocantins. Boa opção, afinal as estradas pelo interior do Tocantins (BR 010 e TO 050) estão muito boas e o limite é de 110 km/h. Melhor ainda que há pouco movimento. O que preocupou foi o alto consumo do carro. Quando paramos para almoçar e abastecer em Alto Paraíso, limpei o filtro de ar, o que parece ter melhorado o consumo e desempenho, principalmente nas subidas. Chegamos em Brasília às 17 hs. Procuramos hotéis (caros). Subimos a torre de TV para tirar fotos do pôr-do-sol e fomos ao Palácio da Alvorada. Voltamos a procurar hotéis e acabamos ficando no Mirage (Setor hoteleiro Norte), por R$ 148,50 em cheque. Jantamos no Shopping e saímos para tirar fotos noturnas (Catedral, Congresso, Itamarati e Palácio do Planalto).Brasília - Caldas Novas - 337,8 km - Arquitetura e estrada à noite
Visitamos o Palácio do Planalto, onde nos disseram que por volta das 11 hs, o Lula iria receber o presidente da Costa Rica. Como era cedo, fomos ao Congresso. A visita duraria 75 minutos, então decidimos voltar ao Planalto para ver a cerimônia. Ficamos longe, uma vez que a área é isolada. Demorou mas vimos toda a cerimônia (externa). Voltamos ao Congresso e fizemos a visita guiada. Aproveitamos e almoçamos no restaurante da Câmara (R$ 9,60 o quilo). O guia disse que hoje (quarta-feira) seria o dia de visita ao Palácio da Alvorada (achávamos que não havia visitas). Passamos na Catedral e em seguida fomos à Alvorada. São distribuídas 300 senhas (pegamos as de número 157, 158 e 159). Demorou muito. Saímos do Palácio quase 17:30 hs.
Palácio da Alvorada
Pegamos a estrada (errada), corrigimos, enfrentamos um enorme congestionamento e saímos do Distrito Federal tarde, quase 19 hs. Com estradas boas e bem sinalizadas, chegamos a Caldas Novas pouco depois das 22 hs. Nos hospedamos na Pousada San Marco por R$ 75.
Caldas Novas - 59,8 km - Água quente
Comprei os ingressos e o vale almoço para o Hot Park na cidade (sai um pouco mais barato do que na bilheteria). Ficamos até o parque fechar. Muito bom. A nova praia artificial com ondas é muito boa.
Hot Park
À noite a Inês e eu fomos tomar sorvetes no centro enquanto o Érik, meio indisposto, ficou na internet. Hotel Manhattan, melhor que o San Marco, por R$ 80.
Caldas Novas - São José do Rio Preto - 500,5 km - Visita aos amigos
Depois de visitarmos a lagoa da cidade (disseram que era muito azul - e a cor era escura), troquei o óleo do carro e pegamos a estrada. Até proximidades de Uberlândia foi bem. Depois muitos caminhões e dificuldade de ultrapassagens, já com a Inês no volante. Chegamos mais tarde do que o previsto na casa de nossos amigos Milton, Maria José e Clara, por volta das 18 hs. Jantamos e ficamos conversando até as 23:30 hs. Fomos ao centro e ficamos no Hotel Inajá, uma boa opção, por R$ 100.
São José do Rio Preto - Rio Claro - 338,2 km - Água quente
Fomos, não tão cedo, às Termas dos Laranjais, em Olímpia. Chegando nas proximidades, vimos uma placa com indicação de ingresso mais barato em um representante no centro (Rua Nove de Julho, 1176). Fomos ao local e compramos os ingressos (R$ 35 adulto e R$ 17 estudante). Não há cobrança de estacionamento, nem de uso do armário, além de um almoço muito bom por R$ 12,50. Há várias diversões ainda em obras, mas o parque surpreende, pois utiliza muita criatividade nas atrações (ex. - um poço com areia e água sendo forçada de baixo para cima. Não conseguimos afundar - bem no estilo das areias cantantes de Brotas ou do Fervedouro do Jalapão / um escorregador onde se tenta descer equilibrando nos pés, como surfistas, mas junto com bóias e pranchas - muito divertido). Mesmo brinquedos como bóias com motorização não são cobrados à parte. O parque também tem muita areia bem branca (o que parece ser pó de mármore) e muitas árvores e coqueiros.
Termas dos Laranjais
Saímos às 18:30 hs e pegamos estrada até as 22:30 hs, ficando no Hotel Líder, em Rio Claro, por R$ 100.
Rio Claro - São Bernardo - 234,2 km - Visita aos amigos
Acordamos depois das 9 hs. Poucos quilómetros de estrada até Piracicaba, onde encontramos nossos amigos Sergio e Dani. Almoçamos com eles e seus familiares. Ficamos até o fim da tarde e chegamos em São Bernardo às 21 hs, com chuva no caminho (terminando a grande estiagem no estado, que durou mais de um mês – coincidência?).
TOTAL - 11111 km
O Veículo:
Pajero TR4 Flex
Pajero já é quase sinônimo de resistência. E foi isso esta sensação que nos acompanhou durante toda a jornada. Um veículo que nos levou a tantos lugares de difícil acesso e não apresentou qualquer problema. Foram mais de 11.000 km com estradas esburacadas, estradas de terra, areia, lama, riachos e água salgada. Particularmente alguns trechos do Jalapão e a travessia de Paulino Neves até Barreirinhas, passando por dunas no trecho dos pequenos Lençóis, não é para qualquer veículo. Os 4 tipos de tração, incluindo o diferencial bloqueado, nos ajudaram muito, principalmente nos trechos mais difíceis de areia. O fato de ser bicombustível (flex) ajuda um pouco na redução dos custos de combustíveis em grandes expedições, permitindo optar pela economia do álcool ou maior autonomia da gasolina. O conforto, proporcionado pela posição de dirigir, mais alto do que em automóveis convencionais, também proporciona uma viagem mais agradável.
Os Viajantes:
Sergio, Inês e Érik
Sergio Sparvoli Bonagamba – Viajante e engenheiro
Toshie Inês Fujii S. Bonagamba – Viajante e bancária aposentada
Érik Yukio Bonagamba – Viajante e estudante
São Bernardo do Campo - SP
Email sergiobona@vivax.com.brVeja todos os relatos deste autor
- Expedição Cone Sul (América do Sul – Etapa 1)
- Expedição Andina (América do Sul – Etapa 2)
- Expedição Austral (América do Sul – Etapa 3)
- Expedição Norte/Nordeste (Brasil – Etapa 1)
- Expedição Centro-Oeste (Brasil – Etapa 2)
- Expedição Água e Areia (Brasil – Etapa 3)
- Expedição Mediterrânea (Europa – Parte 1)
- Expedição Mediterrânea (Europa – Parte 2)Veja também os vídeos do mesmo autor:
- Glaciar Perito Moreno
- 70.000 km - América do Sul
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